Camila Sampaio e o Ver. Dr Flávio Rodrigues, realizaram entrega de ovos da Páscoa em Bom Jesus

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O vereador Dr. Flávio Rodrigues (PROS) e sua esposa Camila Sampaio realizaram nesta quinta-feira (29), a entrega de Ovos de Páscoa para às crianças fazendo dessa Páscoa um momento mais especial.

“ Nossos corações,neste momento transbordou de alegria. A Páscoa vem trazendo uma mensagem de paz, esperança e amor! Que o sacrifício e a ressurreição de Jesus sejam inspiração para que o amor e a bondade se espalhem pelas vidas de todos. E que a paz faça sempre parte de nossas vidas! Feliz Páscoa a todos declarou Camila Sampaio em suas redes sociais.

Vereador Dr.Flávio Rodrigues realiza a entrega de Ovos de Páscoa na Rua 2 de Abril, Ruas da Nova Bom Jesus, Vila Davi e Roseana.

O parlamentar foi recebido com carinho pelas crianças e pelos pais de família.

Para esta quinta-feira, 30, o vereador ainda solicitou que sua equipe entregasse Ovos de Páscoa na Cimasa ( Interior do Municipio de Bom Jesus).


FOTO E TEXTO: ASSESSORIA 

Se direita chegar ao poder, a violência só vai aumentar, diz Genro

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Os ataques à caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostraram que há "grupos privados de repressão, devidamente armados, que fazem da violência o seu método de disputa política", avalia o ex-governador gaúcho e ex-ministro Tarso Genro (PT). Durante a passagem da comitiva por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, os petistas enfrentaram ovadas, bloqueios de estradas e até tiros.
Para Genro, a mensagem trazida pelas pessoas que praticaram os atos de violência é de que elas "se tornarão ainda mais violentas se a direita chegar ao poder".
"Acho que o que ocorreu na caravana foram agressões fascistas e criminosas contra uma caravana política de um partido político, que abre um precedente gravíssimo no país, semelhante àqueles ataques dos bandidos de Mussolini [ditador italiano] e de Hitler [líder do nazismo]", disse, por e-mail, ao BJPN. As respostas foram dadas antes da notícia de ataques a tiros contra ônibus da caravana de Lula no interior do Paraná.

Na última terça-feira (27), ônibus da comitiva petista foram atacados a tiros e tiveram seus pneus furados quando deixavam a cidade de Quedas do Iguaçu (PR), a cerca de 420 quilômetros a oeste da capital paranaense. Investigadores identificaram ao menos duas perfurações provocadas por tiros do lado esquerdo de um dos ônibus que compõem a caravana de Lula. O ex-presidente estava em um terceiro veículo, que não foi atingido. Ninguém ficou ferido.
Jornalistas também foram agredidos durante a caravana pela equipe de segurança de Lula. "Se ocorreu o ataque a algum jornalista, por parte de quem quer que seja, este deve ser apurado e as pessoas devem ser responsabilizadas", avaliou Genro.  
Pré-candidato mais próximo a Lula nas pesquisas de intenção de voto, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) marcou ato em Curitiba no mesmo dia em que Lula iria encerrar sua caravana, depois de dez dias, na capital paranaense.
Sem citar os tiros, Bolsonaro mencionou os ovos atirados contra a comitiva do petista na semana passada. "Lula quis transformar o Brasil num galinheiro. Agora está colhendo os ovos", disse.

Fora da eleição

Aos 71 anos, Genro não pretende disputar a eleição deste ano. "Acho que, neste momento, no meu caso pessoal, pleitos eleitorais não constituem o melhor campo para isso, nem uma vida partidária, fechada em querelas internas, é um campo propício para florescer coisas novas e ardentes".
Sobre Lula, o ex-governador acredita ser importante a participação do ex-presidente no pleito de outubro. Genro avalia que não haveria legitimidade de quem se elegesse numa eleição sem Lula.
"Em consequência, não se teria possibilidade de reconstitucionalizar o país", pensa. Para o ex-governador, apenas Lula tem "condições de unir o Brasil". "Se Lula não tem condições, ninguém tem."
O ex-governador acredita que "o PT cometeu erros". "E graves", disse, sem citar quais seriam. "Mas ainda é, dos grandes partidos, o que pode mudar o país para melhor", comenta.
A respeito da eleição presidencial, Genro tem uma posição similar à do governador baiano, Rui Costa (PT), de que, em um cenário com Lula impedido de disputar o pleito, o partido deveria estudar outras opções. "Acho que o PT deve ter um candidato e, se não tiver, deve apoiar um candidato que tenha uma identidade democrática de esquerda". Ele não citou o nome de nenhum especificamente.
Mas de uma coisa ele não abre mão: a ideia de que o PT não pode se aliar a partidos que apoiaram o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. "Sou contra alianças com partidos que apoiaram o impedimento de Dilma, pois isso seria de um cinismo que colocaria a totalidade do PT na vala comum dos partidos tradicionais."
Sem disputar cargos em eleição neste ano, Genro quer participar da política de outra maneira, formulando ideias. "Não sou e nunca fui um político profissional, nem de 'carreira', sempre lutei por ideais e por ideias."



Mesmo sofrendo boicote pela UDM e Bolsonaro, coronel Monteiro continua firme na disputa pelo Palácio dos Leões

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Após Jair Bolsonaro lhe trair, agora foi a vez dos caciques da União Direita Maranhese (UDM) dar um boicote na candidatura do Coronel Monteiro, dando apoio oficial a Maura Jorge que foi convidada a ser candidata do lado do presidenciável no estado do Maranhão e que confirmou na tarde de hoje (27) em Brasília.

Já não era de se surpreender após a “rasteira” e a falta de compromisso por parte de Bolsonaro e da UDM ter se saído do militar, mas o que surpreendeu mesmo foi que metade dos membros do movimento no estado resolveu ficar ao lado de Monteiro e sua candidatura continua de pé.

O Coronel agora sairá candidato ao Palácio dos Leões junto com o PHS, partido na qual não se vendeu, e pode-se ver que realmente seus lideres são pessoas de caráter e não traem seus aliados políticos.

Agora fica uma questão, se uma pessoa que não é oficialmente candidato ainda já está fazendo isso com seus aliados, imagina se ganha as eleições para presidente, o que não faria com a população.

EDITORIAL DA SEMANA: Brasil precisa de RENOVAÇÃO!

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Há muito tempo não escrevíamos um editorial de porte nacional, mas hoje resolvemos nos expressar. Vendo o atual cenário político nacional podemos chegar uma simples conclusão: O Brasil precisa de RENOVAÇÃO. As eleições para presidente, e governador estão bem próximas, devemos analisar com muito cuidado sobre quem iremos escolher para nos representar nos respectivos poderes. Os nomes que mais vemos nas grandes mídias são Lula e Bolsonaro, mas hoje não queremos falar de nenhum desses dois, mas sim de João Amoedo, um grande empresário que no cenário político é bem desconhecido.
João Amoêdo tem 55 anos e vem de uma carreira bem-sucedida na iniciativa privada, tendo trabalhado em empresas como Citibank, Unibanco e BBA-Itaú. É formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e até a criação do Partido Novo, em 2011, seu nome não era conhecido no meio político brasileiro. A motivação para que uma nova legenda fosse criada veio da insatisfação de Amoêdo com a alta carga tributária do país e os péssimos serviços prestados pelo governo à população.
Em junho de 2017 Amoêdo deixou o cargo de presidente do Novo para dedicar-se à sua possível candidatura à presidência da República, fato que foi confirmado em novembro do mesmo ano. Ele e o Novo defendem que a pessoa deve ter uma liberdade responsável. Isso vale para a população e para os candidatos da legenda.
Em entrevista ao HuffPost Brasil, em dezembro de 2017, Amoêdo disse que o Novo “adotou a pauta liberal mais relacionada à economia e quanto às outras pautas comportamentais, a gente tem dito que o candidato do Novo tem total liberdade para definir a agenda deles”. Entretanto, questões como aborto e descriminalização das drogas seriam tratadas em um segundo momento em seu governo, como explicou à Gazeta do Povo, em novembro de 2017.
Aborto
Na mesma entrevista à Gazeta do Povo, Amoêdo defendeu que as mulheres sejam livres para decidir dentro daquilo que a legislação atual já permite. “A minha opinião pessoal sobre aborto é a de que as mulheres deveriam ter liberdade de abortar no que está previsto em lei, como no caso de estupro. Além disso, em entrevista ao HuffPost Brasil, em dezembro de 2017, o pré-candidato sugeriu que o Brasil adotasse o federalismo para essa questão.
 “O que a gente acha em algumas questões, como aborto, é que essa questão fosse levada para os estados, para que cada um pudesse ter a sua pauta e se aquilo for algo muito relevante para uma pessoa, que ela esteja incomodada, que ela tenha a opção de mudar de estado e você não obrigaria toda uma população ou determinada minoria a seguir a determinação da maioria. Realmente é um tema com argumento para os dois lados”, disse.
Drogas
Amoêdo se diz contra a legalização das drogas em geral, mas especificou a sua opinião a respeito da descriminalização do porte de pouca quantidade de maconha. Em entrevista ao portal O Antagonista, em 11 de janeiro deste ano, ele disse: “A minha sugestão é a de que, no caso de pequeno porte de maconha, onde tenha um grande número de apreensões e prisões decorrentes disso e sendo um volume pequeno, deveria ter uma descriminalização”.
Segundo ele isso melhoraria até a questão prisional no país, porque “melhoraria a quantidade de pessoas presas, a segurança e deixaria o aprisionamento para outros crimes principais. A maconha pelo que tenho visto e estudado não é tão relevante e nem dá lucratividade para todo o processo. E do ponto de vista do custo-benefício para a sociedade, seria benéfico pelas questões do encarceramento”, explicou.
Para a Gazeta do Povo ele avaliou ainda que o combate como é feito hoje não funciona, mas colocou o tema, juntamente com o aborto, como algo a ser visto em um segundo momento em seu governo. Por esse motivo, Amoêdo defende que a legislação se mantenha como está.
Casamento gay
Amoêdo adota para o casamento entre pessoas do mesmo sexo o posicionamento do partido.“Algumas outras pautas, como casamento de pessoas do mesmo sexo, o partido já se posicionou a favor”, disse ao HuffPost Brasil. O partido, porém, dá liberdade aos seus candidatos para se posicionarem de outra forma.
Desarmamento
Nessa questão o pré-candidato explicou, também ao HuffPost Brasil, que o partido se posiciona contra. Para ele, assim como para o Novo, “as pessoas devem ter liberdade de portar arma se for de seu interesse, claro que com responsabilidade”.

Secretaria municipal de Agricultura convida produtores rurais para cadastro Agro em Governador Edison Lobão

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A Secretaria Municipal de Agricultura convida à todos os produtores rurais do município de Governador Edison Lobão para cadastramento no programa AGRO, a partir do dia 2 de Abril (Segunda-Feira). O cadastramento tem por objetivo de atualizar informações de todas as propriedades e dos produtores rurais, além de habilitação para credito junto ao Banco do Nordeste para futuros empréstimos, esse último o produtor passará por uma analise de credito por parte do banco.

Serão necessários para o cadastro copias do RG e CPF além é claro do comprovante de endereço do produtor. Junto com o cadastro o produtor também poderá solicitar retirada de sementes de variados tipos de plantas e solicitar a Patrulha Agrícola para fazer serviços de gradeamento e plantações na propriedade agrícola.

SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA fica situada na Av. Bernardo Sayão N• 824 esquina com a Rua Dom Pedro I ( ao lado da oficina do Orlando) em Governador Edison Lobão. 



VEJA ANUNCIO FEITO PELA PREFEITURA NA INTEGRA:



CONVITE AOS PRODUTORES RURAIS 


SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA CONVIDA OS PRODUTORES RURAIS PARA FAZER O *CADASTRO AGRO* 


A *Secretaria Municipal de Agricultura* convida todos os produtores rurais do município para efetuar o cadastro AGRO. O cadastramento tem o objetivo de atualizar todas as informações de todas as propriedades, agricultores e produtores rurais . Com a atualização do cadastro os produtores também poderão se habilitar a fazer financiamento pelo Banco do Nordeste ( Sujeito a análise do Banco ).


Paralelo ao cadastro AGRO também será feito o cadastro para os produtores *retirar sementes* e que queiram fazer uso da *PATRULHA AGRÍCOLA* para gradear e plantar sua propriedade, lembrando que o uso do trator do município com grande e plantadeira será apenas para os pequenos produtores rurais que não tem condições financeiras de alugar o respectivo equipamento. 


Não deixe de comparecer e realizar o seu cadastro a partir da próxima segunda-feira dia 02 de Abril na SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA situada a Av. Bernardo Sayão N• 824 esquina com a Rua Dom Pedro I ( ao lado da oficina do Orlando) em Governador Edison Lobão. 


Documentos necessários:
RG e CPF (xerox)
 Comprovante de endereço (xerox)



PREFEITURA MUNICIPAL DE GOVERNADOR EDISON LOBÃO E SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA CONSTRUÍNDO O FUTURO. 

COM INFORMAÇÕES: ASCOM
   

Perdeu o prazo do cadastro biométrico no Maranhão? Veja o que fazer

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Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). todos os eleitores que perderam o prazo para cadastramento biométrico obrigatório tem até o dia 9 de maio para se regularizar com a Justiça Eleitoral. Antes das eleições deste ano, as últimas cidades com cadastramento obrigatório e que tinham prazo para o cadastro eram Tutóia, Buriticupu, Santa Luzia, Axixá, Matões do Norte, Montes Altos e Sítio Novo.
Nessas e em outras cidades em que o prazo para cadastramento obrigatório já encerrou, quem perdeu as datas está com o título de eleitor cancelado, mas ainda é possível regularizar o título até o dia 09 de maio. Quem tiver o título cancelado ficará impossibilitado de realizar algumas atividades civis, como tirar passaporte, se inscrever em concurso público e renovar matrícula em instituições de ensino do governo.
Nos lugares onde o cadastramento biométrico ainda não é obrigatório, o eleitor não precisa se preocupar com o risco de não poder votar este ano por conta do cadastramento. Porém, o TRE-MA informa que, em qualquer junta eleitoral o eleitor de qualquer cidade será recebido e pode fazer o cadastramento, que está sendo feito em todo o país de forma gradual.
Título cancelado
Se você ainda não sabe se está com o título cancelado, é possível fazer uma consulta eletrônica. Para isso, o TRE-MA informa que basta acessar aqui, clicar na guia “eleitor”, optar por “situação eleitoral”. A consulta pode ser feita pelo nome ou pelo número do título. Outra alternativa de consulta à situação eleitoral é ligar para o número 0800 098 5000, de segunda a sexta, das 8h às 18h.
Se você perceber que perdeu o prazo na sua cidade para o cadastramento biométrico e/ou está com o título irregular, então é hora de fazer a regularização. Segundo o TRE-MA, são esses os locais disponíveis para esse serviço:
- No interior do estado: Procurar os fóruns eleitorais ou cartórios eleitorais, que estão dentro de cada junta eleitoral. Veja aqui o endereço e o contato de todas as zonas eleitorais do Maranhão. Também é possível fazer o recadastramento por meio dos Vivas.

Garotada brilha, Flu é superior ao Botafogo e fica com a Taça Rio

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Um domingo de sol no Maracanã pede lances de efeito e histórias mar-cantes. E neste domingo foi assim. Pela final da Taça Rio, o Fluminense assumiu o papel de protagonista e venceu por 3 a 0, com gols de Pedro, Marcos Júnior e Jadson. Os garotos de Xerém deram o título, quase que simbólico, ao Tricolor, que ainda viu Júlio César brilhar e ser aclamado pela torcida diversas vezes.
Assim, o Flu agora se prepara para enfrentar o Vasco, na quinta-feira, pela semifinal do Campeonato Carioca. Sem o caneco do returno, o Bota, por sua vez, irá se deparar com o Flamengo, na quarta.
15 MINUTOS DE FARRA
Mesmo sob forte calor e gramado ruim, os dois times impuseram intensidade e aumentaram a temperatura no campo. Logo na primeira investida, Marcos Vinícius, em pancada de fora, obrigou Júlio César a realizar bela defesa. Pouco depois, o camisa 22 viu Brenner desperdiçar da pequena área, em bola alçada por Valencia. Mas viria do Flu o primeiro gol. Insinuante como poucos, Ayrton Lucas entrou tabelando e encontrou Pedro por dentro, e o jovem matador do Flu não perdoou Jefferson. Isso tudo antes dos 15 minutos.
AH, É JÚLIO CÉSAR!!!
E quem disse que o ritmo caiu? Em desvantagem, o time de Alberto Valentim, que optou pelas munições do lado esquerdo, foi para cima e viu o goleiro tricolor, e, em via de curiosidade, ex-Botafogo, fazer mais três defesas cinematográficas, em sequência. E para todos os gostos. Primeiro, em petardo de Moisés, de muito longe. Depois, em finalização colocada de Valencia, cortando para dentro. Por último, isso antes do intervalo, arremate à queima-roupa de Marcos Vinícius. Os tricolores, como não poderia ser diferente, entoaram o nome do goleiro de maneira uníssona.
E TOMA-LHE KAMEHAMEHA
​O segundo tempo iniciou com uma configuração diferente. O Tricolor, muito bem postado taticamente, anulou o Glorioso de todos os jeitos. E, mais uma vez antes de 15, Pedro voltou a roubar a cena. Desta vez, o artilheiro do Carioca (ao lado de Pipico, com seis gols) encontrou Marcos Júnior, que tocou com classe. Na comemoração, o "Kuririn das Laranjeiras" fez o já popular Kamehameha da vitória.
E... MATOU!
Soberano, o Fluminense quase não passou sustos na reta final, apesar de Valentim ter posto velocidade, com Pimpão, Renatinho e Luis Ricardo, e ficou com a taça, com muito mérito. Ah, e adivinha? Quando exigido, Júlio César voltou a salvar. Para melhor a tarde, Jadson, em contra-ataque letal, sacramentou o triunfo e o justo título.

Criação de emprego em fevereiro tem o melhor resultado em quatro anos

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O Brasil criou 61.188 mil postos de trabalho em fevereiro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado sexta-feira(23) pelo Ministério do Trabalho. O número é bem superior em relação aos mais de 35 mil empregos gerados em fevereiro do ano passado e corresponde ao melhor resultado desde 2014, quando foram abertas 260.823 vagas no mesmo período. No total, foram registradas 1.274.965 admissões e 1.213.777 demissões.


O mês de fevereiro também seguiu a tendência positiva de janeiro, quando foram abertos 77,8 mil novos postos de trabalho no país. “Esses resultados confirmam a recuperação econômica e a retomada dos empregos. As medidas adotadas pelo governo foram acertadas e estamos otimistas que esses números se repetirão ao longo do ano”, avaliou o ministro interino do Trabalho, Helton Yomura, em nota enviada à imprensa.

No saldo consolidado de 2017, o Brasil havia tido um resultado negativo, com o fechamento de 20,8 mil postos de trabalho.

Setores

Os dados do Caged também revelam que cinco dos oito principais setores econômicos tiveram saldo positivo. O principal deles foi o de serviços, com a criação de 65.920 novos postos de trabalho, crescimento de 0,39% sobre o mês anterior.

A indústria de transformação foi o segundo setor com melhores resultados, abrindo 17.363 postos de trabalho, um acréscimo de 0,24% em relação a janeiro. O terceiro melhor resultado ficou com a administração pública, que gerou 9.553 empregos, seguido de serviços industriais de utilidade pública, 629 postos, e extrativa mineral, 315 postos.

Já o setor de comércio foi o que mais fechou postos, com saldo negativo 25.247 postos de trabalho a menos. A agropecuária e a construção civil também tiveram baixas, com o fechamento de 3.738 e 3.607 postos de trabalho, respectivamente.

Estados

Ao todo, 15 estados e o Distrito Federal registraram saldo positivo na criação de empregos. Os melhores resultados, em números absolutos, ocorreram em São Paulo, com a criação de 30.040 postos; Santa Catarina, com 16.344; Rio Grande do Sul, com 13.024; Paraná, com 7.703; Minas Gerais, com 7.288, e Goiás com a criação de 5.137 postos de trabalho.

Entre os estados que tiveram redução nos postos de trabalho, estão Alagoas, que fechou 10.698 postos; Pernambuco, 7.381; Rio Grande do Norte, 3.570; Paraíba, 2.758; Rio de Janeiro, 2.750, e Sergipe, com o fechamento de 931 postos de trabalho.

Novas modalidades

Em fevereiro, houve 11.118 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 8.476 estabelecimentos, segundo o Caged. Esse tipo de acordo passou a vigorar a partir da reforma trabalhista e prevê que o contrato de trabalho pode ser encerrado de comum acordo entre patrão e empregado, com pagamento de metade do aviso-prévio e metade da multa de 40% sobre o saldo do FGTS. O empregado poderá ainda movimentar até 80% do valor depositado pela empresa na conta do FGTS, mas não terá direito ao seguro-desemprego.

O estado de São Paulo apresentou a maior quantidade de registros (3.257), seguido pelo Paraná (1.214), Minas Gerais (962), Rio de Janeiro (941) e Rio Grande do Sul (901).

Foram feitas 2.660 admissões e 569 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, um saldo positivo de 2.091 empregos. As admissões concentraram-se principalmente em São Paulo (816 postos), Rio de Janeiro (258 postos), Minas Gerais (257 postos), Distrito Federal (182 postos) e Espírito Santo (163 postos).


As admissões foram majoritariamente registradas nos setores de Serviços (1.206 postos), Comércio (585), Construção Civil (410) e Indústria de Transformação (395).


No regime de trabalho parcial, foram registradas 6.490 admissões e 3.423 desligamentos, gerando saldo positivo de 3.067 empregos. As maiores quantidades de admissões foram observadas em São Paulo (1.314 postos), Ceará (876), Minas Gerais (634), Goiás (393), Paraná (373) e Rio de Janeiro(348). Do ponto de vista setorial, as admissões concentraram-se nos Serviços (4.551 postos), Comércio (1.169), Indústria de Transformação (508) e Agropecuária (150).

Na categoria de Teletrabalho, aquele realizado à distância, foram registradas 362 admissões e 243 desligamentos, gerando saldo positivo de 119 empregos. As maiores quantidades de admissões foram observadas em São Paulo (67 postos), Minas Gerais (50), Espírito Santo (40), Rio de Janeiro (40), Bahia (22) e Ceará (22). Do ponto de vista setorial, as admissões concentraram-se nos Serviços (190 postos), Comércio (88), Indústria de Transformação (44) e Construção civil (20).

FONTE:::

O que os brasileiros esperam do próximo presidente da República? Pesquisa CNI/Ibope responde

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A menos de sete meses do primeiro turno, o cenário para a corrida presidencial segue incerto, com diversas possíveis candidaturas, um persistente desinteresse do eleitorado pelos nomes até o momento apresentados e um elevado pessimismo quanto aos possíveis resultados. Mesmo com o ambiente desalentador, os brasileiros já dão indicações do perfil que desejam para o próximo ocupante do Palácio do Planalto. É o que mostra o levantamento "Retratos da Sociedade Brasileira", feita pelo Ibope sob encomenda da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

De acordo com a pesquisa, a honestidade será o atributo mais valorizado pelos brasileiros na disputa pela sucessão do presidente Michel Temer. Quando questionados sobre as características pessoais dos candidatos, 87% dos entrevistados responderam que "ser honesto e não mentir em campanha" é muito importante. A margem de erro estimada do levantamento é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. O nível de confiança utilizado é de 95%, o que significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados se repetirem, dentro da margem de erro, caso a pesquisa fosse realizada novamente sob as mesmas condições.
Na sequência dos atributos pessoais, aparecem "nunca ter se envolvido em casos de corrupção", com 84% de apontamentos, "transmitir confiança", com 82%, "ter pulso firme, ser decidido", com 78%, "ser sério, ter postura de presidente", com 76%, e "ser corajoso", com 73%. No pelotão de trás das características pessoais avaliadas como muito importantes aparecem "ser uma pessoa simples, gente como a gente", com 72% dos apontamentos, "ter uma família bem estruturada", com 62%, "falar bem em público", com 59%, "ter pouca exposição de vida pessoal", com 40%, e "ser da sua religião", com 29%.
Para a maioria dos entrevistados, a honestidade é mais importante até que a correspondência de ideias. De acordo com o levantamento, 41% concordam totalmente com a afirmação "prefiro votar em um candidato honesto que defenda políticas com as quais eu não concordo", enquanto 25% concordam parcialmente. Apenas 18% discordam totalmente e 12%, parcialmente. Quando a afirmação apresentada é "prefiro votar em um candidato acusado de corrupção, mas que pense como eu", 69% discordam totalmente, ao passo que 10% concordam parcialmente. Apenas 11% concordam totalmente com a colocação e 8%, parcialmente.
Do ponto de vista da formação e das características profissionais dos candidatos, 89% dos eleitores consideram muito importante "conhecer os problemas do país". Na sequência, aparecem: "ter experiências em assuntos econômicos" (77%), "ter boa formação educacional" (74%), "ter uma boa relação com os movimentos sociais" (71%), "ter experiência profissional de sucesso" (65%), "ter uma boa relação com a Câmara de Deputados e com os senadores" (64%), "ter experiência/trajetória na política" (62%), "ter uma boa relação com os empresários" (57%), "ter trabalhado no setor público" (47%), "ter trabalhado no setor privado" (40%) e "ser militar" (27%).
Quando o assunto é religião, 67% julgam ser muito importante que o presidente acredite em Deus, enquanto outros 12% concordam em parte com a afirmação. Apenas 18% discordam parcial ou totalmente. Sob a ótica das classes sociais, um candidato de família pobre é preferido pelos eleitores. Segundo o levantamento, 65% dos eleitores dizem discordar totalmente da afirmação "prefiro candidatos de família rica", enquanto 19% discordam em parte e apenas 6% concordam totalmente e 6% concordam parcialmente. 32% dos entrevistados concordam totalmente com a afirmação "prefiro candidatos de família pobre" e 20% concordam em parte, enquanto 21% discordam totalmente e 17% discordam parcialmente.
No âmbito das políticas públicas, 44% dos brasileiros gostariam que o foco do futuro presidente seja promover mudanças sociais, com melhoria da saúde, educação, segurança e desigualdade social. Outros 32% preferem atenção especial à moralização administrativa, com combate à corrupção e punição de corruptos, enquanto 21% pedem estabilização da economia, com queda definitiva do custo de vida e do desemprego.
Segundo a pesquisa, entre as mulheres, 50% elegem as mudanças sociais como prioridade para o futuro presidente, percentual que cai a 39% entre os homens. Eles, por outro lado, priorizam a moralidade administrativa mais do que elas: 38% contra 27%. Entre os brasileiros com rendafamiliar de até um salário mínimo, 48% avaliam que a prioridade do novo presidente deve ser mudanças sociais, percentual que cai com o aumento da renda e passa a 39% dos que possuem renda familiar de mais de cinco salários mínimos.
Outro destaque do levantamento é o fato de 84% dos eleitores acreditarem ser muito importante que o próximo presidente defenda o controle de gastos públicos; 8% avalairam como importante a posição, 3% como razoavelmente importante e apenas 3% como pouco ou nada importante. Para 85%, é importante ou muito importante defender as políticas sociais. 90% também apontaram para a importância de se defender a transparência administrativa.
Pessimismo
A pesquisa CNI/Ibope também mostrou que 44% dos brasileiros estão pessimistas em relação à eleição presidencial, contra apenas 20% otimistas. No primeiro grupo, os motivos mais citados em respostas espontâneas são a corrupção (30%), a falta de confiança no governo e candidatos (19%) e a falta de opção entre os pré-candidatos (16%).
Entre os que se dizem otimistas, o motivo mais citado espontaneamente é a expectativa por mudança e renovação (32%). Os brasileiros também mencionaram a esperança no voto e na participação popular (19%), o sentimento de que se espera melhorias de forma geral (11%) e melhorias econômicas (9%).
Quando questionados se acreditavam nas promessas de campanha, 55% dos entrevistados discordaram totalmente, enquanto 20% discordaram em parte. Apenas 10% disseram acreditar totalmente nas propostas, enquanto 14% acreditam parcialmente.
A íntegra da pesquisa pode ser acessada aqui.

Os desafios de Marina para vencer a eleição com um partido pequeno

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Em meio a um sentimento de "terra arrasada" na política pós-Lava Jato, Marina Silva (Rede) volta à disputa presidencial pela terceira vez com a esperança de que seu currículo limpo e o discurso antipolarização agora funcionem para levá-la ao Palácio do Planalto.
Sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa --cenário mais provável hoje devido à condenação por corrupção e lavagem de dinheiro em segunda instância--, Marina chega a aparecer com 16% de intenções de voto na pesquisa Datafolha, empatada tecnicamente na liderança da corrida com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-JR), que tem 20%.
O bom desempenho, no entanto, não tem se refletido em apoio dos demais partidos e dos políticos - o que tende a complicar seu trajeto até Brasília. Pré-candidata da Rede Sustentabilidade, ela caminha para disputar sua terceira eleição presidencial seguida em uma legenda menor do que nas anteriores (PV em 2010 e PSB em 2014).
Para piorar, nas últimas semanas a sigla encolheu ainda mais com a saída de dois deputados federais, Alessandro Molon (RJ) e Aliel Machado (PR), que foram para o PSB. O fato é especialmente negativo porque o tempo de TV durante a campanha e o montante de recursos públicos para cada legenda são calculados de acordo com a bancada na Câmara dos Deputados.
A perda deixou a Rede com apenas três parlamentares e pode acabar excluindo Marina dos debates presidenciais, já que o convite é obrigatório apenas a partidos ou coligações com ao menos cinco representantes do Congresso.
Entenda melhor como esses e outros fatores fragilizam sua candidatura - e como sua campanha pretende propor uma "aliança com a sociedade" para driblá-los.

Liderança forte, mas com dificuldade de articulação

Aliados próximos a Marina, ex-integrantes da Rede e cientistas políticos ouvidos pela BBC Brasil são unânimes em apontar que uma das suas forças é sua biografia e passado limpo, sem escândalos de corrupção.
A pré-candidata vem de uma comunidade pobre de seringueiros no interior do Acre. Na adolescência, conciliou os estudos com o trabalho de empregada doméstica em Rio Branco. Depois de se engajar no sindicalismo rural, chegou a senadora pelo PT e ministra do Meio Ambiente no governo Lula.
Porta-voz nacional da Rede (ao lado de Marina), Zé Gustavo acredita que essa trajetória, assim como o reconhecimento internacional que Marina conquistou, serão ativos importantes na disputa eleitoral. A campanha, diz, também deverá dar destaque a suas realizações no comando do ministério (2003-2008).
"É interessante explorar um pouco mais sua gestão. Houve expansão das áreas de preservação permanente, combate à corrupção no Ibama, ao tráfico de madeira ilegal. Ela tem uma capacidade de ação muito grande e, por alguns preconceitos, isso não é demonstrado. Ela mesma fala pouco sobre isso, precisa falar mais", defendeu.
Para outras pessoas, porém, isso não parece suficiente para vencer uma eleição presidencial - é preciso alianças e uma estrutura partidária mais robusta, dizem, o que Marina não foi capaz de construir.
Pelo que o JTN apurou, persistem críticas como as apontadas publicamente por Alfredo Sirkis, um dos idealizadores da Rede, ao deixar o grupo em 2013: Marina tem um "processo decisório caótico", "reage mal a opiniões discordantes" e se cercou de um "séquito incondicional" de seguidores que mais atrapalha do que ajuda.
As críticas de ex-integrantes da sigla se dirigem aos principais nomes da comissão executiva do partido: além de Zé Gustavo, Bazileu Margarido, Carlos Painel e Heloísa Helena.
"Marina é uma líder nata, tem uma grande expressão, basta ver seu desempenho nas últimas campanhas. Agora, dentro de uma estratégia de discussão de país, não basta a liderança, é preciso ter um aparato que dê sustentação para isso e que faça isso chegar aos eleitores", afirma o deputado Aliel Machado, um dos que acaba de deixar o partido.
"Marina é maior do que a Rede, mas ao longo desse tempo eu vi que a Rede tem que ser maior do que Marina, inclusive para sustentar Marina. E isso não aconteceu", lamenta.
Zé Gustavo rebate as críticas e diz que elas vêm de pessoas que perderam discussões internas e não aceitaram a decisão da maioria, como no caso do apoio ao impeachment de Dilma Rousseff, definido, segundo ele, após votação em que 60% concordou com essa posição. Ele diz que Marina é "muito aberta" e que isso que permitiu sua aproximação em 2011, quando a procurou após ficar admirado com a sua primeira campanha.

Aliança com a 'sociedade' compensa partidos?

Um exemplo citado pelos críticos para ilustrar a inabilidade do partido liderado por Marina foi a negociação com o PSB para uma possível aliança nacional em 2018. Enquanto tentava atrair o apoio dos socialistas em novembro passado, a Rede decidiu sair dos governos do PSB no Distrito Federal e em Pernambuco.
Segundo Zé Gustavo, "era impossível" para a Rede manter as alianças estaduais porque o PT entrou no governo de Pernambuco e o PSDB no da capital federal. "Não é uma falta de habilidade, mas talvez uma outra forma de ver a política em que o elo nacional não toma todas as decisões. Nacionalmente, temos muito respeito pelo PSB. Não saímos criando caso, não foi uma ruptura", afirmou.
Ele diz que a Rede segue em conversas para possíveis alianças com PV, PPS e PSB, mas não quis comentar a possibilidade de Marina ser vice do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. Os peessebistas aguardarão até o início de abril uma resposta de Barbosa sobre a candidatura.
Na cúpula do PSB, uma aliança com Marina Silva é vista como um dos cenários menos prováveis para a eleição deste ano - o último encontro entre a líder da Rede e o presidente do PSB, Carlos Siqueira, foi em dezembro passado.
Para tentar compensar a fragilidade na política partidária, os dirigentes da Rede repetem o discurso de Marina nas últimas eleições: "Nossa diretriz é fazer aliança com a sociedade", diz a ex-vereadora do PSDB no Rio Andrea Gouvêa Vieira, que coordenará a campanha da pré-candidata.
Questionada sobre por que a antiga estratégia funcionaria agora, Vieira destacou o novo cenário pós-Lava Jato. "Depois das eleições de 2014 ficaram mais explícitos os mecanismos de corrupção que estavam entronizados nos dois partidos (PT e PSDB) que foram para o segundo turno. Agora vamos ter uma eleição em que essa mentira não vai mais existir", argumentou.
A Rede está em contato com movimentos da sociedade civil recém-criados - já estabeleceu aliança para lançar candidatos do Agora!, entre eles o ex-juiz federal Marlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, que vai disputar o governo do Tocantins. A sigla ainda conversa com Acredito, Brasil21 e Frente Favela Brasil.
O cientista político Carlos Melo, professor do Insper, acredita no entanto que essa estratégia deve ser insuficiente para atrair votos suficientes para sua eleição. Além da falta de estrutura partidária nacional dificultar a campanha, ele acredita que hoje, após o impeachment de Dilma, o eleitor estará mais atento à capacidade do candidato governar caso eleito.
"E ela não consegue ter nem cinco parlamentares, ou por incapacidade ou por excesso de virtude, o que na política também é um defeito", observa.

Sem dinheiro, sem tempo de TV e, talvez, sem debate?

A bancada reduzida de parlamentares da Rede significa também que o partido terá tempo reduzido de propaganda na TV e uma fatia pequena dos recursos públicos que financiarão as campanhas - ambos são distribuídos em proporção ao número de deputados federais das siglas.
Antes mesmo da saída de Aliel Machado e Molon, a Rede teria apenas 12 segundos no bloco de 12 minutos e meio da propaganda eleitoral, segundo levantamento de dezembro do jornal Folha de S.Paulo. Para efeito de comparação, Lula ou outro candidato do PT teria um minuto e 35 segundos, e Geraldo Alckmin (PSDB) teria um minuto e 18 segundos.
A estratégia será buscar doações por meio de crowdfunding (vaquinha online) e usar as redes sociais para divulgar as propostas de Marina e combater informações falsas contra a candidata. Em janeiro, a Rede lançou também um cadastro online para voluntários, que podem se oferecer para colaborar na elaboração do programa de governo, buscando doações ou mesmo produzindo memes ou poesias.
Uma das estratégias usadas nas últimas campanhas que será repetida é a criação de "Casas de Marina", comitês nas residências dos simpatizantes. "É uma forma das pessoas se sentiram parte da campanha", explica Zé Gustavo.
Quanto aos debates, os aliados de Marina acreditam que sua projeção vai garantir convites, mesmo que não sejam obrigatórios. O maior problema, no entanto, são os candidatos da Rede a governos estaduais e ao Senado serem excluídos dos debates locais, reduzindo a visibilidade da campanha de Marina nacionalmente. Por isso o partido ainda tenta atrair mais dois parlamentares até o fim da janela de troca partidária, em 7 de abril.
Em sua primeira disputa nacional, a legenda quer lançar ao menos um candidato majoritário por Estado e tem a meta de eleger 18 deputados federais.

Nem centro, nem esquerda, nem direita?

A indefinição ideológica é apontada como outro problema da candidatura de Marina Silva, que se diz "nem de direita, nem de esquerda, nem de centro".
Em sua plataforma de campanha, ela traz propostas de diferentes espectros políticos, sob o argumento de que busca reunir o que há de melhor nos diferentes campos.
"É uma bricolagem, tenta juntar discurso mais neoliberal, ou seja pró-mercado, com um Estado com preocupação social. Na tentativa de agregar tudo ela pode perder muitos votos", acredita Maria do Socorro Braga, coordenadora do Núcleo de Estudo dos Partidos Políticos Latino-americanos da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).
Para ela, Marina acabou reduzindo seu apoio na esquerda ao escolher Aécio Neves no segundo turno contra Dilma em 2014 e, depois, ao ficar a favor do impeachment. Por outro lado, pondera, o espectro da direita e do centro já está "congestionado" com outros candidatos, como Bolsonaro, Geraldo Alckmin (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM).
Braga ressalta, porém, que fragmentação da disputa, com muitos candidatos, pode permitir que Marina chegue ao segundo turno mesmo que não tenha uma votação tão expressiva - aí, suas chances de vitória vão depender do grau de rejeição ao outro candidato. Em 2014, Marina ficou com 21% dos votos no primeiro turno, atrás de Aécio (33,5%) e Dilma (41,6%).
Zé Gustavo contesta que a plataforma de Marina não seja clara e lista as diretrizes principais: "Brasil socialmente justo, economicamente equilibrado, ambientalmente sustentável, politicamente democrático e culturalmente diverso. Isso passa por reforma do Estado, distribuição de renda, responsabilidade social", explica.
"É um progressismo que é difícil de explicar", reconhece Andrea Vieira. "Mas podemos traduzir como um movimento progressista da sustentabilidade", resumiu.