Em ato na Paulista, partidários de Bolsonaro criticam PT e falam em vitória no 1º turno

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Partidários do candidato do PSL à Presidência,Jair Bolsonaro, se reuniram neste domingo, 30, na Avenida Paulista em São Paulo um dia depois de manifestações contra o candidato terem acontecido em diversas capitais. Em discurso aos manifestantes, o deputado Eduardo Bolsonaro(PSL), e o candidato ao Senado Major Olimpio (PSL) criticaram o PT e disseram ser possível vencer a eleição no primeiro turno. É aguardada a presença do general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa do capitão. A PM não divulgou estimativa de público na manifestação.


No caminhão de som, militantes ressaltam a participação feminina no evento - dizendo que as mulheres são mães, amigas, que cuidam da casa, dos homens e da família. Eduardo Bolsonaro falou às mulheres que apoiam seu pai. “As mulheres de direita são mais bonita que as da esquerda. Elas não mostram os peitos nas ruas e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita tem mais higiene”, disse o deputado, que ainda criticou o autor do atentado contra Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira. “Meu pai não tomou uma facada por alguém que queria tomar a carteira dele. Eles estão com medo”, concluiu.
A primeira a se pronunciar no carro de som foi a candidata a deputada federal pelo PSL, Carla Zambelli: “A nossa manifestação é verde e amarela. Nossa manifestação tem bandeira do Brasil e não de partidos. Somos movidos pelo amor por uma pessoa que vai mudar o país. Finalmente teremos paz com Jair Bolsonaro na Presidência. Ele é o único presidente que irá fortalecer a Polícia Federal. É a primeira vez em décadas que temos um presidente que fala de Deus com lágrimas nos olhos. O nosso estado é laico mas não é ateu", afirmou. Em seguida, a candidata iniciou uma oração, finalizada por "ele sim" pelos manifestantes presentes.
Eduardo Bolsonaro disse também que se Fernando Haddad for eleito “ele dará indulto para o Lula no dia seguinte”. Ele também afirmou que se Bolsonaro for eleito, o ex-presidente Lula irá cumprir pena em um presídio comum. Ele ainda pediu para que os eleitores votem de camisa amarela no próximo domingo.
Segundo o deputado, o resultado da eleição “vai ser igual ao Trump, que venceu quando todos estavam contra ele nos Estados Unidos" -o presidente americano venceu a democrata Hillary Clinton no colégio eleitoral, mas perdeu no voto popular, em 2016.
Participam também do ato o candidato a deputado estadual Delegado Olim (PP) e o dono das Lojas Centauro, Sebastião Bomfim, que subiu no palanque e discursou a favor de Bolsonaro. Ele puxou o coro de “mito, mito”.

Olímpio disse que se a candidatura de Bolsonaro crescer "mais um Alckminzinho" - cinco ou seis pontos - seria possível vencer a eleição ainda no primeiro turno.

Princípio de confusão no vão livre do Masp

No vão livre do MASP um grupo de jovens que frequentava o local começou a se manifestar contra o Bolsonaro depois que, com a chuva, partidários do candidato buscaram abrigo no local. Eles trocaram xingamentos e houve agressões. Ao menos três pessoas foram presas pela PM. Alguns manifestantes chegaram a gritar "lincha".

Atos pró-Bolsonaro ocorrem no interior paulista

Mais cedo, atos favoráveis ao candidato do PSL ocorreram em pelo menos dez cidades do interior de São Paulo. No sábado, as manifestações contra Bolsonaro organizadas por grupos de mulheres, alcançaram ao menos doze cidades do interior.
Em Campinas, o ato deste domingo contou com a presença do filho do candidato, Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSL. Os manifestantes – cerca de 3 mil pessoas, segundo a Polícia Militar -, se concentraram no Largo do Rosário, na região central, e caminharam até a Praça Arautos da Paz, com apoio de carro de som.
Em Araçatuba, cerca de 2 mil veículos, segundo a Polícia Militar, participaram de carreata em favor de Bolsonaro. Os manifestantes fizeram um buzinaço na Avenida dos Araçás. Vários veículos levavam a bandeira do Brasil. Um grande número de mulheres participou do ato.